quinta-feira, 2 de maio de 2013

Entrevista: Sacred Sin

Apesar de se terem separado em 2011, os Sacred Sin voltaram ao ativo este ano para comemorar o relançamento do lendário "The Shades Behind", assim como os 20 anos de carreira. O THMS aproveitou o concerto que a banda deu no Porto para ter uma breve conversa com José Costa e Tó Pica.
José, decidiste acabar com Sacred Sin em 2011 e, dois anos depois, a banda está de regresso com o Tó Pica na formação. Por que é que acabaste com a banda na altura e o que te fez regressar agora?
JC: Na altura que a banda terminou, o projeto estava simplesmente terminado. Não havia muitas mais coisas que pudéssemos fazer, os músicos também estavam desmotivados e a banda parou. Entretanto, já tinha falado com o Pica na altura em que estávamos a comemorar os 20 anos, em 2011, e já tínhamos falado em fazer um ou dois concertos de despedida e isso não aconteceu na altura. Mais tarde, quando saiu este disco, foi quando surgiu esta oportunidade. Digamos que a banda não voltou, nós estamos a tocar o material antigo, na altura em que o Pica estava a tocar em Sacred Sin. Não é propriamente um regresso.

Como é que surgiu a ideia de relançarem o “The Shades Behind”?
JC: A ideia foi do Luís Lamelas, juntamente com a Chaosphere, a Glamorama… Eles estavam a fazer alguns relançamentos de clássicos dos anos 90. Falaram comigo e com o Pica na altura sobre o que achávamos em relançar a demo e o EP e achámos que era uma boa ideia. Depois veio a ideia de fazermos a festa de lançamento.

Pensam alargar os relançamentos a outros trabalhos do catálogo de Sacred Sin?
JC: Fala-se nisso. Vai sair outra edição do “Darkside” este ano. Vai sair em vinil e talvez também em CD. No entanto ainda estamos a negociar este último, por isso é melhor não falar sobre isso. Não é que seja um segredo, porque não é, mas é algo que ainda está a ser planeado. Este ano faz 20 anos que o “Darkside” foi gravado e lançado.

E, para já, que balanço fazem desta reunião?
JC: Tem sido fixe, para mim ao início foi um grande desafio. Já não tocava este tipo de material há muito tempo, material muito rápido. Foi um pouco duro ao princípio, mas é sempre bom. Além disso, também há um certo tipo de adrenalina, aquele tipo de sentimento que tínhamos antigamente. É algo diferente do que estava a fazer, por exemplo, nos anos 2000. Não deixava de ser rápido, mas era um estilo diferente.


Neste momento, quais são as expetativas para o concerto de hoje à noite?
JC: Esperamos que seja uma boa festa!

O Tó hoje não quer participar…
JC: Quer, quer! (risos)
TP: Vá, diz lá! (risos)

Depois destes concertos de comemoração, quais são os planos para os Sacred Sin?
JC: Ah? (risos)

Quais é que são os planos para os Sacred Sin após estes concertos?
JC: O quê? Os pontos? (risos)
TP: Eu sei o que ele quer saber. Queres saber se pode haver um próximo álbum, não é?
JC: Ainda temos tanta coisa para tocar! (risos)
TP: Sinceramente, não está nos planos. É assim que temos de colocar as coisas, até porque, devido a todos os outros projetos em que estamos, poderá faltar tempo para isso. No entanto, já disse que não faria um montão de coisas e acabei por fazê-las, por isso nunca se sabe.
JC: Especialmente coisas más! (risos)
TP: Olha, vou dar-te uma a “não resposta” perfeita. Acho que… não sei! (risos) É que estar-te a dizer que sim, para depois não acontecer... A verdade é que não está nos planos, mas sabe-se lá o que pode acontecer! Eu saí da banda em 1999 e, do tempo em que lá estive, posso dizer que não demora assim tanto fazer um disco. Por exemplo, o disco que perdemos mais tempo a fazer foi o “Eye M God”. Perdemos tanto tempo a fazê-lo que até deu tempo para estragá-lo! (risos)
JC: Queríamos complicar um bocadinho! (risos)

Não ficou nada estragado!
TP: Bem, mas posso ter a minha opinião? Elimino-te já do Facebook! (risos)

Mas eu não sou teu amigo no Facebook, sou amigo do José, só. (risos)
TP: Então eu “amigo-te” só para te “desamigar” e correr contigo a seguir! Vá, mas agora a sério e estupidez à parte. Planos não há, a verdade é essa.

domingo, 21 de abril de 2013

Últimas Aquisições: Fevereiro de 2013 (Parte II)

Azagatel 
"XV Years of Pagan Chants"
Nekrogoat Heresy Productions
(NgHcd007)

Antigamente, quando ainda não tinha Internet, era através da Hypertensão na Antena 3 que ouvia pela primeira vez tanto as bandas emblemáticas como outras menos conhecidas. Foi assim que conheci os Azagatel, tinham eles editado há pouco tempo o seu álbum de estreia, “Nautilus”. O impacto foi de tal modo positivo que comprei o disco e fiquei ansiosamente à espera de mais. No entanto, o seguinte lançamento, o EP “The Horned God”, revelou-se uma tremenda desilusão que, aliada à quase inatividade destes cambrenses nos anos que se seguiram, fez com que lhes perdesse o rasto.

Encontrei “XV Years of Pagan Chants” à venda numa das promoções da Bubonic por apenas 1€ e achei que estava na altura de dar outra oportunidade a Hrödulf e companhia. Esta compilação é composta pela demo “The Middle Earth”, o já referido EP “The Horned God”, os temas do split com Dagor Dagorath e ainda duas versões de Bathory, sendo uma delas assinada por um projeto paralelo de alguns membros da formação atual dos Azagatel, os Aeon Baphom. No livrete desdobrável, estão breves textos sobre cada um dos lançamentos acima referidos, as formações que os gravaram e os agradecimentos da banda.

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Before the Rain 
"Frail"
Avantgarde Music
(AV205)

Segundo álbum dos Before the Rain, que conta com a estreia de Gary Griffith, ex-Morgion, como vocalista e baixista. Foi lançado pela italiana Avantgarde Music em CD numa simples edição jewelcase com um livrete de 10 páginas onde é possível encontrar as letras de todos os temas, uma fotografia da banda e todas as informações relativas à gravação de “Frail”.

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Dark Moor
"The Hall of the Olden Dreams"
Arise Records
(ARISE 021)

Os Dark Moor atingiram alguma notoriedade durante os primeiros anos do séc. XXI graças aos seus discos coesos e ao momento saudável que o Power Metal europeu vivia, com bandas como Hammerfall, Stratovarius ou Rhapsody a atingir a popularidade. Com a estagnação do género alguns anos depois, aliada à saída da vocalista Elisa Martin, estes espanhóis foram também perdendo exposição, embora ainda hoje continuem no ativo e com uma atividade discográfica regular.

“The Halls of the Olden Dreams”, editado pela compatriota Arise Records, é o segundo álbum dos madrilenos e já revela um bom talento composicional que se viria a consolidar com as propostas seguintes. No livrete desta edição, é possível encontrar as letras dos temas, os agradecimentos dos membros da banda, uma foto coletiva dos mesmos e as informações essenciais sobre este trabalho.

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Líam 
"Journey… Two Years and a Fragment"
Pest Productions
(PEST 006)

Os Líam foram um dos primeiros projetos de Herbst, que é hoje o mentor dos Lantlôs. Praticavam Post-Rock e estiveram ativos de 2007 até finais de 2012. Para trás, deixaram um curto legado que se resume ao longa-duração “MMXII” e à compilação “Journey… Two Years and a Fragment”, da qual vos vou falar em seguida.

Com selo da chinesa Pest Productions e limitada a 1000 exemplares, é composta por dois EPs da banda que nunca foram lançados publicamente. O primeiro, que vai da faixa 1 à 5 chama-se “My Journey to the Sky” e o segundo, da faixa 6 à 8, intitula-se “Two Years and a Fragment”. O livrete é muito minimalista, contendo apenas informações básicas do material aqui contido, o alinhamento e um breve poema no interior.