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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sulphur Aeon: Swallowed by the Ocean's Tide

 Sulphur Aeon
"Swallowed by the Ocean's Tide
Imperium Productions
7/10

Desde cedo que o imaginário de H.P. Lovecraft se tornou uma fonte de inspiração dentro do Heavy Metal. Entre bandas como Bal-Sagoth, Mercyful Fate ou até mesmo Metallica, surgem os alemães Sulphur Aeon, que se estreiam com este “Swallowed by the Ocean’s Tide”. A veneração pelas obras do escritor norte-americano faz-se notar rapidamente, basta dispensar alguma atenção ao belíssimo artwork deste trabalho ou colocar o disco no leitor e escutar a introdução “Cthulhu Rites”. Ao longo de 45 minutos, o ouvinte é arrastado para um turbilhão negro de Death Metal que, apesar de competente e de possuir o seu charme, acaba por cair na monotonia a certa altura. Para isso contribui a produção densa e abafada, que faz com que parte deste material soe demasiado semelhante para o seu próprio bem. Ainda assim, o trio consegue compensar esse ponto menos positivo com algumas incursões por caminhos melódicos reminiscentes da escola sueca, sendo “Inexorable Spirits”, na qual figura um solo brilhante, e “Those Who Dwell in Stellar Void”, com alguns compassos mais arrastados e uns leads memoráveis, dois temas particularmente cativantes e que merecem ser ouvidos.

Crítica originalmente publicada na Infektion Magazine n.º 20.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Últimas Aquisições: Janeiro 2013

Desde que comecei a escrever mensalmente para a Infektion Magazine que o tempo para dedicar a este espaço tem sido cada vez mais escasso. O ritmo de atualizações tem ficado abaixo daquilo de que gostaria e, como consequência, o fluxo de visitas tem diminuído consideravelmente. A secção das “Últimas Aquisições”, em tempos uma das mais ativas e visitadas, tem sido a mais prejudicada e, por isso, de forma a dar-lhe algum protagonismo, vou começar a fazer uma publicação sobre a música que compro a cada mês. Espero que gostem da ideia. Agora passemos ao que realmente interessa: a música!

Aqui ficam as aquisições referentes ao mês de Janeiro:

Death Strike - Fuckin' Death
Dark Descent - DDR034CD

A passagem dos Master pelo Mangualde Hard Metal Fest permitiu-me comprar um disco que há muito desejava ter. Refiro-me a “Fuckin’ Death”, compilação dos Death Strike. Originalmente lançada pela Nuclear Blast em 1991 e já há vários anos descatalogada, foi reeditada pela norte-americana Dark Descent em 2011 com alguns extras.

Este lançamento foi amor à primeira escuta, tudo por causa das primeiras quatro canções, que pertencem originalmente à primeira demo da banda, de 1985. Tudo me soa perfeito nelas, desde a produção suja à velocidade frenética a que a música é tocada, sem esquecer aquele ódio genuíno contido na voz de Paul Speckmann. O resto do material também é bom, mas não tanto. É menos caótico e mais variado a nível composicional. Uma boa forma de resumir esta compilação é pegar no título de uma crítica do Metal Archives: "The demo rules, the rest... follows". Em breve publicarei um artigo mais detalhado sobre esta reedição


Process of Guilt - The Circle
Bleak Recordings - BR001 (Digisleeve limitado a 300 cópias numeradas)

Aos poucos, os Process of Guilt têm vindo a consolidar-se como uma das propostas mais relevantes do nosso panorama musical, reunindo consenso tanto a nível nacional como internacional. Depois de ter assistido a mais uma prestação avassaladora dos eborenses no Mangualde Hard Metal Fest, passei pela banca que lá tinham para adquirir este "The Circle". Consiste numa compilação de seis faixas, todas elas versões diferentes do último tema de "Erosion". Além de uma masterização alternativa feita por James Plotkin, temos ainda cinco reinterpretações assinadas por Sanford Parker, Echoes of Yul, DJ Mofo, Bosque e Sons of Bronson.

O tipo de embalagem é muito semelhante ao da edição de "FÆMIN", mas ainda mais minimalista. Não vem com livrete, estando todas as informações relevantes impressas no interior da Digisleeve. O CD é guardado no interior de um dos painéis e, como já referi em publicações anteriores, não é um tipo de armazenamento que goste, visto que exige um grande cuidado no manuseamento.



Em suma, uma edição que tem na exclusividade um dos seus maiores trunfos e que nos permite ouvir a música dos Process of Guilt numa roupagem diferente.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Entrevista: Underneath

Após alguns anos afastados da música, os nacionais Underneath regressam ao ataque com o seu álbum de estreia, "Gruesome Evolution Respawned". Aqui fica uma breve entrevista com um dos membros fundadores da banda, o guitarrista Sérgio Garraio.


O álbum de estreia já era uma pedra no vosso sapato há bastante tempo. Que motivos contribuíram para que o “Gruesome Evolution Respawned” só saísse em 2012?
A banda esteve em diferentes períodos privada de alguns dos seus membros, ao que se juntou a saída do baixista. Por isso, decidimos aguardar até que as coisas estabilizassem para lançarmos o álbum.
 

O título escolhido sugere que a banda ganhou um novo fôlego com este lançamento. É isso que se verifica? Achas que as coisas vão melhorar daqui em diante?
Por um lado sim mas acima de tudo queríamos assinalar o início duma nova era, aliado ao título do álbum o alinhamento também demonstra essa transição, essa “evolução”. Muito sinceramente não te sei dizer se as coisas vão ou não melhorar, a única certeza que temos é que vamos continuar a fazer aquilo que gostamos, ao nosso ritmo e dentro das nossas possibilidades.

Aliaram-se à Dethstar Wreck’ordes para lançar este disco. Como nasceu esta ligação entre banda e editora?
Nasceu do mesmo modo que muitas das coisas no nosso underground nascem, conversa aqui conversa ali, copo aqui copo ali e surgiu a ideia, como era benéfico para ambas as partes decidimos avançar.


Até ao momento, como tem sido a receção ao “Gruesome Evolution Respawned”?
Tem sido bastante positiva tendo em conta que estivemos bastante tempo afastados do “meio”.

Depois de terem alcançado um dos vossos maiores objetivos com o lançamento do álbum de estreia, quais são as metas e planos que traçam para o futuro?
Infelizmente, hoje em dia fazer planos é como jogar a roleta russa ou pior, mas de momento o objetivo é promover ao máximo o álbum e iniciar as gravações do próximo.

Como está a vossa agenda de concertos?
Como somos obrigados a conciliar a nossa agenda com a das restantes bandas dos outros membros, não temos para já muitas datas agendadas. Dia 8 vamos a Coimbra, em Março pretendemos fazer duas datas pelo Norte e depois disso correr o circuito habitual de bares e festivais.

A Internet cada vez é mais utilizada como um meio de divulgação e promoção. Que influência achas que esta ferramenta tem tido na cena nacional e nos Underneath, especificamente?
Quer se goste quer não, a Internet devido ao seu alcance tornou-se imprescindível na promoção e divulgação de qualquer banda, mas isso tem um preço. Quantas e quantas bandas não investem tempo e dinheiro no lançamento dos seus trabalhos e acabam por ficar com caixotes de CDs arrumados num canto? Esse foi sem dúvida o fator que mais pesou na nossa decisão em co-editar o álbum com a Dethstar. Se essa oportunidade não tivesse surgido, provavelmente o álbum já teria sido disponibilizado online há bastante tempo atrás.


Como vês a cena nacional atualmente? Há alguma banda que acompanhes mais de perto?
Tem-se notado um aumento na qualidade e variedade de bandas, felizmente já não estamos limitados a determinados estilos como acontecia no passado e isso também se nota nas zines, rádios e blogs. Vou acompanhando as coisas dum modo geral, porque com a oferta que temos é quase impossível acompanhar só esta ou aquela banda, esse é talvez o maior problema que temos em Portugal, basicamente não tens fãs, tens membros de bandas e pouco mais.

Gostarias de acrescentar alguma coisa antes de terminarmos?
Quero agradecer a oportunidade que nos deste para falar um pouco do nosso trabalho e à restante comunidade pelo apoio que nos tem dado.