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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sulphur Aeon: Swallowed by the Ocean's Tide

 Sulphur Aeon
"Swallowed by the Ocean's Tide
Imperium Productions
7/10

Desde cedo que o imaginário de H.P. Lovecraft se tornou uma fonte de inspiração dentro do Heavy Metal. Entre bandas como Bal-Sagoth, Mercyful Fate ou até mesmo Metallica, surgem os alemães Sulphur Aeon, que se estreiam com este “Swallowed by the Ocean’s Tide”. A veneração pelas obras do escritor norte-americano faz-se notar rapidamente, basta dispensar alguma atenção ao belíssimo artwork deste trabalho ou colocar o disco no leitor e escutar a introdução “Cthulhu Rites”. Ao longo de 45 minutos, o ouvinte é arrastado para um turbilhão negro de Death Metal que, apesar de competente e de possuir o seu charme, acaba por cair na monotonia a certa altura. Para isso contribui a produção densa e abafada, que faz com que parte deste material soe demasiado semelhante para o seu próprio bem. Ainda assim, o trio consegue compensar esse ponto menos positivo com algumas incursões por caminhos melódicos reminiscentes da escola sueca, sendo “Inexorable Spirits”, na qual figura um solo brilhante, e “Those Who Dwell in Stellar Void”, com alguns compassos mais arrastados e uns leads memoráveis, dois temas particularmente cativantes e que merecem ser ouvidos.

Crítica originalmente publicada na Infektion Magazine n.º 20.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Destruction: Spiritual Genocide

Destruction
"Spiritual Genocide"
Nuclear Blast
8/10

A comemorar 30 anos de carreira, os Destruction assinalam o feito com um novo lançamento. “Spiritual Genocide” é o 13º álbum do grupo e, apesar de começar a todo gás ao som da poderosa “Cyanide”, cedo mostra indícios de ser um trabalho menos pesado e rápido do que os seus mais recentes antecessores. A produção, que ficou a cargo de Andy Classen, também revela diferenças, soando menos cheia e pesada, mas, em contrapartida, mais oldschool. Ainda que existam alguns temas bem agressivos e velozes, como é o caso de “No Signs of Repeatance” ou “Under Violent Sledge”, são o groove e os ritmos mais lentos que predominam. Contudo, não se preocupem, porque Schmier e companhia sabem como manter o ouvinte interessado. Basta ouvir “To Dust We Will Decay” ou a faixa-título, por exemplo. “Legacy of the Past” é outra canção que se destaca ao longo do disco, graças à sua unicidade. Trata-se de uma espécie de retrospetiva do surgimento do Thrash Metal teutónico que conta com a participação vocal de Tom Angelripper (Sodom) e Gerre (Tankard). Em resumo, um disco equilibrado e cativante que comprova que os Destruction, após estes anos todos, ainda têm trunfos na manga.

Crítica originalmente publicada na Infektion Magazine nº19.

sábado, 29 de setembro de 2012

Obscenity: Atrophied in Anguish

Obscenity
"Atrophied in Anguish"
Apostasy Records
7/10 

Apesar de continuarem a ser um nome desconhecido para muitos, os alemães Obscenity já contam com mais de 20 anos de carreira e vários lançamentos na bagagem. Pouco depois de “Where Sinners Bleed” ter sido editado, em 2006, o grupo enfrentou um período complicado que culminou na saída de vários elementos, sobrando apenas o guitarrista fundador Hendrik Bruns. Após seis anos de silêncio, o músico volta finalmente à carga acompanhado por uma formação renovada e com um novo álbum, o 8º da discografia, intitulado “Atrophied in Anguish”. Além de possuir uma produção polida que realça a prestação coesa dos novos membros, tanto instrumental como vocalmente, este disco demonstra uma abordagem mais melódica e técnica do que os seus antecessores, algo notório em canções como “All You Can Kill” e inclusive nos solos de guitarra. Mesmo sem se revelar como uma proposta de Death Metal particularmente inovadora ou memorável, não deixa de proporcionar uma audição agradável e consistente a quem o ouve, nunca soando enfadonho ao longo dos seus 37 minutos de duração. 

Crítica originalmente escrita para a Infektion Magazine nº17.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Unlight: Death Consecrates With Blood

Unlight
"Death Consecrates with Blood"
Massacre Records
7/10

Da Alemanha, chega-nos o novo álbum dos Unlight. “Death Consecrates with Blood” é o quarto longa-duração da banda, que pratica um Black Metal agressivo com alguns laivos de Thrash Metal. Logo no tema de abertura, percebemos que os Unlight preferem a abordagem directa, entrando em peso e sem recorrer a introduções. A canção é rápida, combinando blastbeats com a velocidade do Thrash. As guitarras fazem lembrar várias vezes Marduk e Dark Funeral e a voz, embora típica, soa bem com o instrumental. No entanto, é aqui que vai residir o calcanhar de Aquiles do álbum, porque a caracterização do primeiro tema assenta que nem uma luva à maioria restante que compõe “Death Consecrates with Blood”. As excepções são “The Passing of the Black Storms” e “Carnal Baptism… The Wine of Sin”. A primeira faixa mencionada é, sem dúvida, a mais melódica e variada do disco, contendo algumas variações de tempo interessantes e um solo de guitarra, apesar de simples. A segunda, por sua vez, já é bastante arrastada, lembrando de novo Marduk. Apesar das suas desvantagens, a boa produção e temas como “Death Consecrates with Blood” ou “That Old Magick Spell”, tornam o quarto disco dos Unlight merecedor de alguma atenção, embora não tragam nada de novo ao género. Resumindo, “Death Consecrates with Blood” demonstra que esta banda é capaz de compor canções interessantes capazes de cativar os fãs de Black Metal mais pesado. Contudo, este disco acaba por ser um pouco repetitivo e não nos oferece nada de refrescante, sendo óbvias as influências dos ícones do seu estilo.

Crítica originalmente escrita para a Rock Heavy Loud.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Debauchery: Rockers & War

Debauchery
"Rockers & War"
AFM Records
5,5/10

Embora se tenham formado em 2000, “Rockers & War” é já o sexto longa-duração dos alemães Debauchery. No entanto, nunca tinha ouvido falar deles, até a RHL me ter enviado uma promo do seu registo mais recente. 

“Rockers & War” é, sem dúvida, um dos discos mais estranhos que já ouvi, sem contar com aqueles que são experimentais. Porquê? Para começar, o álbum divide-se em duas partes: “War”, onde predomina o Death Metal (da faixa 1 à 6) e “Rockers”, onde os Debauchery se tornam hard rockers (da faixa 7 à 11). Além disso, alguns pormenores musicais e as letras da segunda parte deixam-nos a pensar se estes alemães realmente se levarão a sério… “There is Only War” é a faixa de abertura de “War” e começa de forma arrastada e groovy, transformando-se depois numa canção rápida com uso de teclados que lhe conferem uma toada tanto sinfónica como electrónica. Segue-se “Primordial Annihilation”, provavelmente a faixa mais interessante do disco. Algo entre Death’n’Roll e Thrash Metal, esta canção é orelhuda o suficiente para cativar o ouvinte, apesar de não ser nada de especial. A terceira faixa, “Honour & Courage”, já aproxima os Debauchery do Black/Death Metal sinfónico e melódico. Apesar disso, neste tema há ainda lugar para uma passagem calma, acompanhada por uma guitarra acústica e um solo a condizer, lembrando aqueles momentos mais melosos de Power Metal. As restantes canções de “War” não oferecem muito mais que as acima faladas. As composições dos Debauchery, misturando elementos que vão do Power Metal ao Death Metal brutal, até são razoáveis. No entanto, se formos exigentes e sérios, o resultado é pouco melhor que medíocre. Então, se tivermos em conta alguns solos de guitarra… “Rockers” lembra ligeiramente os Six Feet Under a tocar AC-DC. As canções que compõem esta parte são engraçadas e divertidas, apropriadas para uma festa ou algo do género. Mas, tal como “War”, o resultado não é o melhor E se na primeira parte éramos fustigados com solos de mau gosto, nesta segunda parte são versos como “She likes the Metal and Rock and she likes sex and my big cock” ou expressões como “Fuck Hip-Hop/Hip-Hop sucks” que nos deixam logo com o pé atrás. 

Enfim, se não têm mais nada onde gastar o dinheiro ou estão à procura de um disco engraçado, “Rockers & War” pode ser uma boa escolha. Se não é o caso, nem vale a pena dar uma oportunidade a este disco.

Crítica originalmente escrita para a Rock Heavy Loud.