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domingo, 23 de dezembro de 2012

Pig Destroyer: Book Burner

Pig Destroyer
"Book Burner"
Relapse Records
8,5/10

Desde 2007 sem editar qualquer material, os Pig Destroyer atravessaram um período complicado que chegou a colocar em causa a continuidade da sua carreira e até culminou na saída do baterista Brian Harvey. Felizmente, essa fase negativa já está ultrapassada e o coletivo natural de Washington D.C. regressa com “Book Burner”, uma notável descarga de Grindcore com 32 minutos de duração dividida em 19 faixas. Scott Hull volta a brindar-nos com riffs demolidores e pegajosos, JR Hayes adota um registo mais grave, mas igualmente raivoso, e Blake Harrison ajuda a criar a atmosfera doentia necessária através das suas samples. A ocupar o lugar por detrás do kit da bateria está agora Adam Jarvis (dos Misery Index), sendo responsável por uma prestação de encher o olho que, além de dinâmica e técnica q.b., flui muito bem com o trabalho de guitarra. Ao caos criado por estes quatro membros, junta-se ainda em alguns temas a contribuição vocal dos convidados Jason Netherton (também dos Misery Index) e Richard Johnson e Kat (ambos dos Agoraphobic Nosebleed), que confere a este álbum uma maior variedade. Apesar de todos os seus trunfos, falta a “Book Burner” algo que sacie completamente as elevadas expetativas criadas ao longo destes últimos cinco anos. De todas as formas, estamos perante um candidato a figurar na lista dos melhores lançamentos de 2012.

Crítica originalmente publicada na Infektion Magazine nº18.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Master: The New Elite

Master
"The New Elite"
Pulverised Records
8/10

Se há coisa de que Paul Speckmann não pode ser acusado é de falta de dedicação e persistência. Apesar de o seu contributo para o Metal extremo continuar a ser largamente ignorado, o norte-americano não abre mão da sua paixão e “The New Elite”, o 11º disco com os seus Master, é mais uma prova da sua perseverança. Os ingredientes continuam a ser os mesmos de sempre – Death Metal com ritmos influenciados pelo Thrash Metal e pelo Punk e, a acompanhar, uma voz que berra que a sociedade dos dias de hoje não está bem e que é preciso fazer alguma coisa – mas existe aqui qualquer coisa de especial. Tudo soa mais vívido, o trabalho de guitarra é fenomenal, tanto a nível de riffs como de solos, a secção rítmica mostra-se segura e a voz de Speckmann já não soava assim tão raivosa e arrogante há muito tempo. E, embora a alta velocidade a que este material é destilado nos comece a dar uma sensação de monotonia à medida que se aproxima do fim, não há como resistir à energia de canções como “Rise Up and Fight” ou “Smile as You’re Told”. Conseguir sacar da cartola um álbum tão contagiante como este após quase 30 anos de carreira não é, definitivamente, para todos. Pode não ser o melhor dos Master, mas que não fica a dever nada a pérolas como “Master” ou “On the Seventh Day God Created… Master”, lá isso não fica.

Crítica originalmente escrita para a Infektion Magazine nº17.