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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cradle of Filth: The Manticore and Other Horrors

Cradle of Filth
"The Manticore and Other Horrors"
Peaceville Records
7,5/10

Após um EP e a uma compilação medíocres, os Cradle of Filth estão de volta com o seu décimo álbum, “The Manticore and Other Horrors”. Desta vez, os britânicos apresentam uma abordagem mais direta quando comparada à dos discos anteriores, reduzindo os floreados orquestrais ao essencial e apostando na força das guitarras. Liricamente, Dani Filth também se afasta das obras concetuais em detrimento de um conjunto de histórias sobre monstros, no qual a Manticora, uma criatura mitológica persa, ocupa o papel principal. Da brutalidade de “The Abhorrent”, passando pelos andamentos Punk de “For Your Vulgar Delectation” ou pelo orientalismo de “Manticore”, até à orientação romântica e teatral de “Frost on Her Pillow”, a banda assina um trabalho cativante e variado que materializa a sua vontade em manter-se relevante na atualidade. No entanto, por mais competente que a formação atual seja, está longe de recuperar aquela magia que tornou os Cradle of Filth numa banda à parte durante os anos 90. Os tempos são outros, a voz de Dani Filth já não é o que era e o pesado legado que fica para trás também não ajuda. Ainda assim, “The Manticore and Other Horrors” não deixa de ser uma peça interessante no percurso recente dos britânicos.

Crítica originalmente publicada na Infektion Magazine nº18

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

The Firstborn: The Noble Search

The Firstborn
"The Noble Search"
Major Label Industries
8/10

Os The Firstborn são, sem dúvida, uma das bandas mais originais e versáteis no panorama metálico nacional. Mesmo a nível mundial, não são muitos os que praticam um som semelhante ao destes portugueses, que aliam o Metal extremo a várias influências étnicas, com destaque para as orientais. “The Noble Search” é a nova proposta do colectivo e supera o seu antecessor “The Unclenching Of Fists” a todos os níveis. Gravado no País de Gales por Chris Fielding, este disco apresenta uma produção mais ambiciosa e profissional, além de mostrar também uns The Firstborn mais competentes e maduros. Existe agora um melhor equilíbrio entre a força do Heavy Metal e o exotismo da música oriental. As canções são mais variadas e coesas, como provam “Illumination of the Five Realms” ou “Water Transformation”, havendo também espaço para o experimentalismo. Prova disso é “’Sunyata (The Wisdom of Emptiness)”, onde Bruno Fernandes faz o uso de vozes limpas. No entanto, o que realmente torna “The Noble Search” especial são as letras, que abordam temas budistas, e a citara que por vezes se ouve em temas como “Illumination of the Five Realms”, “Flesh to the Crows”, entre outros. Esta abordagem do som oriental faz da audição deste disco um momento difícil de explicar em palavras. Além disso, a participação de Proscriptor McGovern (Absu) em “Flesh to the Crows” e a ajuda de Hugo Santos (Process Of Guilt) nas vozes elevam ainda mais a qualidade deste “The Noble Search” .O único entrave deste disco, se é que lhe podemos chamar assim, é a sua complexidade. Não é um trabalho fácil de assimilar à primeira audição, uma vez que tem uma sonoridade única. No entanto, aqueles que tiverem a "paciência" para o deixar crescer com mais algumas audições, de certeza que não se arrependerão.

Crítica originalmente escrita para a Rock Heavy Loud.