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sábado, 19 de maio de 2012

Ao vivo: Gorefilia Release Show

Holocausto Canibal, Flagellum Dei, Templários do Rock, A Dark Place, Skinning
C.C. Stop, Metalpoint - 12/05/2012

De modo a assinalar o lançamento do seu 3º disco, "Gorefilia", os Holocausto Canibal organizaram um evento especial que teve lugar no Metalpoint, no dia 12 de Maio. Neste espectáculo também marcaram presença os Flagellum Dei, os Templários do Rock, os A Dark Place e os Skinning.

Com a sala portuense praticamente vazia, os Skinning deram início a mais uma noite de peso. Acompanhados por Baal Roi (dos Daemogorgon) no baixo, mostraram-se a bom nível na sua estreia ao vivo, embora existam, naturalmente, alguns aspectos a melhorar no futuro, como a forma algo envergonhada com que o vocalista e guitarrista Vítor Lopes se dirige ao público e a viabilidade do uso de introduções em algumas canções. Em termos de composição, o Death Metal destes vimaranenses também revela algumas debilidades, caindo ocasionalmente na monotonia, embora isso seja compensado com passagens cativantes e com bom groove.

A seguir, foi a vez dos A Dark Place e, curiosamente, ainda tiveram menos sorte com o número de espectadores. Verdade seja dita que o som completamente embrulhado e os problemas técnicos também não ajudaram. Pelo meio, ficou uma cover de "1,000 Eyes", dos Death, dedicada ao próprio Chuck Schuldiner.

De regresso ao Porto estiveram os Flagellum Dei e com eles tudo se tornou mais interessante. Com um som bem mais definido e com uma sala mais composta, a banda teve uma prestação coesa e variada, graças a um alinhamento que equilibrou perfeitamente os momentos mais arrastados e ritualistas com os mais intensos e rápidos. "Inferno em Mim", "Order of the Obscure", "Invoke the Winter's Return" e "Black Metal Blood, já a fechar e dedicado ao público, foram alguns dos temas interpretados.

Já passava da 0h30 quando se começou a ouvir "Fascínio Paradoxal" enquanto os Holocausto Canibal se preparavam para uma actuação que, surpreendentemente, não foi tão intensa como se previa. Apesar de competente e com Carlos Guerra sempre a puxar pelo público, a banda teve dificuldades em cativar quem assistia e só a meio do concerto é que se começou a ver algum mosh. Como já era esperado, o alinhamento baseou-se na novidade "Gorefilia", com destaque para "Supremacia Carnívora" que contou com a participação de Fuse (dos Dealema), mas também houve espaço para o material mais antigo, sendo "Vulva Rasgada", "Fornicada pelo Bisturi" e a já clássica "Violada pela Moto-Serra" alguns exemplos. 

Por fim, os Templários do Rock presentearam os resistentes com Punk/Rock'n'Roll e muita boa disposição, colocando, assim, um ponto final nesta noite no que a concertos diz respeito. 

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ao vivo: Invicta X-MASsacre

Pitch Black, Holocausto Canibal, Web, Lost Gorbachevs
Metalpoint - 26/12/2009

Foi no Sábado passado, dia 26 de Dezembro, que um Metalpoint quase cheio acolheu o Invicta X-MASsacre. O cartaz era composto por três ícones da cena metálica portuense: Web, Holocausto Canibal e Pitch Black; que, curiosamente, partilharam o mesmo palco na mesma noite, pela primeira vez.

Para dar o início às hostilidades, foram convidados os Lost Gorbachevs, trio também portuense, que conjuga a imprevisibilidade do Jazz, experimentalismo e a agressividade do Grindcore. Originalidade não lhes falta, é verdade. No entanto, a sua abordagem musical não chamou a atenção da maioria dos presentes, porque, para além de não ser fácil de digerir, requer uma certa capacidade de encaixe. Quando a actuação terminou, pairou no ar a sensação de que teria sido preferível escolher outra banda para abrir esta festa natalícia.

A seguir, foram os Web a subir ao palco e rapidamente cativaram o público com a sua boa disposição, pois, logo após a primeira canção, a banda provocou com uma versão metálica de “We wish you Merry Christmas”, que arrancou palmas e risos. Foi um concerto competente, onde vale a pena mencionar a participação de Miguel Inglês (Equaleft) num dos temas tocados e o headbang sincronizado de muitos espectadores ao som de “Hopeful”.

Também os Holocausto Canibal tiveram a sua parte de provocação, ao entrar em acção ao som de “Smooth Criminal” de Michael Jackson. Infelizmente, as condições do recinto prejudicaram a actuação da banda. Primeiro, porque o som do Metalpoint não é dos melhores, fazendo com que as canções com mais blastbeats soassem todas ao mesmo, o que as tornava aborrecidas. Em segundo lugar, o piso molhado e escorregadio afastou vários moshers. Mesmo sem terem sido brilhantes, os Holocausto Canibal souberam ultrapassar os obstáculos que se impuseram. Uma boa setlist (onde não faltou a clássica “Violada pela Motosserra”) e uma boa performance de Toká e companhia foram o suficiente para deixar o público satisfeito.

Finalmente tinha chegado o momento mais esperado da noite para a maioria dos espectadores. Uma espera de cerca de 20 minutos arrefeceu um bocado os ânimos, no entanto, os Pitch Black resolveram esse detalhe facilmente. Com uma introdução a mid-tempo, a banda chamou a atenção do público e, a partir daí, começou o melhor e mais intenso concerto da noite. Quando a actuação terminou, foi possível tirar duas conclusões: que ninguém deve ter saído insatisfeito do Metalpoint e que os Pitch Black são, sem dúvida, uma das melhores bandas portuguesas de Metal.