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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mnemic: Sons of the System

Mnemic - Sons of the System
Edição europeia da Nuclear Blast em digipak (27361 23010)

Há bandas às quais se profetiza um futuro risonho quando surgem, mas que, por algum motivo, acabam por nunca conseguir estar à altura das expectativas. Os dinamarqueses Mnemic são um desses casos. Quando editaram a estreia "Mechanical Spin Phenomena", a Nuclear Blast promoveu-os como uma inovação e uma grande esperança para o Metal moderno. No entanto, a saída do talentoso vocalista Michael Bøgdalle, em 2005, e o relativo fracasso de "Passenger", em 2007, deram origem a um período menos positivo para o colectivo.

Em "Sons of the System", os dinamarqueses parecem ter dado um passo atrás para dar dois em frente. Não só regressaram à sonoridade explorada nos dois primeiros discos, deixando de parte as influências Metalcore de "Passenger", como também voltaram a trabalhar com o produtor Tue Madsen. Além disso, Guillaume Bideau, que ocupa o lugar de Michael Bøgdalle, revela uma grande evolução neste trabalho. Contudo, continuam a faltar temas verdadeiramente memoráveis, como "Liquid" ou "Door 2.12", e a duração total deste disco também parece um pouco excessiva. Veremos o que os Mnemic nos reservam com o próximo trabalho, "Mnemesis", que será lançado a 8 de Junho.

Embalagem 
Um digipak de três painéis bastante agradável e acompanhado por um livrete no interior. Nele, é possível encontrar as letras de todos os temas (excepto de "Dreamjunkie", que é um bónus), os agradecimentos de todos membros, as informações relativas à gravação de "Sons of the System" e, no centro, uma fotografia de banda.


 


Conteúdo 
Um aspecto negativo de que me apercebi imediatamente quando ouvi esta edição foi o corte abrupto no fim de "Mnightmare". Depois de pesquisar sobre o problema, descobri que na edição americana o tema tem mais 20 segundos do que na europeia. Um problema de prensagem, provavelmente? Como bónus, esta edição traz "Dreamjunkie" e um remix de "Orbiting". A primeira segue a mesma linha que as onze canções originais do álbum e a segunda é uma versão electrónica pouco inspirada de "Orbiting" e que deverá agradar a poucos.

Tracklist
01. Sons of the System (5:35)
02. Diesel Uterus (4:31)
03. Mnightmare (4:34)*
04. The Erasing (4:07)
05. Climbing Towards the Stars (4:41)
06. March of the Tripods (6:53)
07. Fate (3:35)
08. Hero(in) (5:15)
09. Elongated Sporadic Bursts (3:51)
10. Within (4:45)
11. Orbiting (4:42)
-Bónus-
12. Dreamjunkie (4:22)
13. Orbiting (LÆTHERSTRIP Remix) (4:48)

*A duração deste tema na versão americana é de 4 minutos e 55 segundos.

Conclusão 
Apesar de simples, esta edição está muito bem conseguida em termos visuais. Já a nível de conteúdos deixa a desejar. Primeiro, porque os bónus são poucos e não muito interessantes e, segundo, porque aquele corte em "Mnightmare" deixa um sabor amargo na boca. Por isso, talvez não seja mal pensado investir mais algum dinheiro na edição americana.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Escutcheon: Battle Order

Escutcheon
"Battle Order"
Deity Down Records
6/10

Depois de uma pequena interrupção na sua carreira, os Escutcheon estão de volta com o seu segundo longa-duração, “Battle Order”. Apesar de serem provenientes de um país mais conhecido por nos oferecer bandas sinfónicas como After Forever, Epica ou Within Temptation, estes rapazes preferem tocar Death Metal melódico. No seu novo álbum, os Escutcheon presenteiam-nos com nove novas canções, que aliam a agressividade à melodia, à excepção da primeira faixa. Apesar de ser uma introdução que não nos oferece nada de novo, a melodia dos coros sintetizados dá-nos a interessante sensação de estarmos perante um mundo destruído, no qual não existe grande esperança. Terminada a intro, a banda começa a destilar o seu Death Metal melódico, onde sobressai a influência de nomes como At The Gates ou Hypocrisy. Guitarras melódicas misturam-se com uma bateria que varia o pedal duplo e o blastbeat com batidas mais lentas, enquanto Herman Hoffman vocifera as letras das canções num tom bastante grave, próximo do Death Metal puro. Salvo algumas excepções, como a passagem acústica de “The Dead Of Tomorrow” ou momentos em “The Eucharist” que roçam o Death Metal mais pesado, excepções que dão mais cor a este registo, a fórmula dos Escutcheon não vai muito mais além disto. Embora “Battle Order” não seja um mau disco, o certo é que o resultado final poderia ser bem melhor. Em primeiro lugar, as limitações técnicas dos guitarristas revelam-se através das melodias simples e da ausência de solos, o que é uma falta grave, visto que este género é rico em guitarras poderosas e solos cativantes. E, em segundo lugar, a produção está uns furos abaixo da média.Em conclusão, o novo disco dos Escutcheon não acrescenta nada ao que já foi feito neste estilo de música. No entanto, é possível que “Battle Order” tenha argumentos suficientes para agradar a fãs do género, embora haja, na minha opinião, propostas bem mais interessantes neste espectro.

Crítica originalmente escrita para a Rock Heavy Loud.