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domingo, 22 de julho de 2012

Ao vivo: Mnemic, RCA, Corpse Garden

Mnemic, RCA, Corpse Garden
C.C. Stop, Metalpoint - 20/07/2012


Quando já ninguém acreditava que os Mnemic pudessem visitar o Porto no seu regresso a Portugal, eis que o quinteto conseguiu à última da hora assegurar a sua presença no Metalpoint. Com um preço de bilhete muito acessível em tempos de crise e com os Corpse Garden e os RCA a acompanhar, previa-se uma noite em grande e uma sala bem composta.

Às 22h20, os Corpse Garden apresentaram-se diante um Metalpoint quase vazio. Embora o som embrulhado não permitisse apreciar em pormenor o seu Death Metal técnico, os costa-riquenhos conseguiram de imediato captar a atenção dos presentes através de uma prestação e poder admiráveis, que iam tornando o concerto cada vez mais cativante à medida que este avançava. Perto do fim, depois de terem sido obrigados a parar devido a problemas técnicos no baixo, que foi inaudível durante toda a actuação, o vocalista serviu-se da ocasião para contar que os Corpse Garden iam participar no Wacken Open Air e que, por isso, queriam aproveitar para tocar ao máximo na Europa até lá, informação que foi recebida com uma ovação. Com os problemas técnicos aparentemente resolvidos, foram interpretados os dois últimos temas do seu alinhamento, "Killing in the Name of God" e "Architects of Deception".

Seguiram-se os RCA, que levantavam algumas dúvidas relativamente à sua presença no cartaz. Embora a necessidade de uma banda de covers seja sempre um assunto discutível, Sérgio Animal e companhia estavam lá para fazer a festa e foi isso mesmo que fizeram. Com um som um pouco alto mas muito perceptível e com muita boa disposição, começaram a agarrar o público com um medley dos Iron Maiden, onde foi possível ouvir excertos de hinos como "2 Minutes to Midnight", "The Number of the Beast" e "Fear of the Dark". Depois de mais um medley que passou por "Cowboys from Hell", "South of Heaven", "Refuse/Resist", entre outras, a banda mergulhou num longo medley de Metallica que ocupou boa parte da actuação. A surpresa do alinhamento estava guardada para o fim, com uma versão de "Sweet Dreams (Are Made of This)" dos Eurythmics, com Sérgio Animal a incentivar com sucesso os espectadores a cantar o refrão a capella. Depois de mais um momento de animação, "Ace of Spades", tocada na íntegra, encerrou um concerto de 45 minutos que passou a voar.

Após uma breve pausa para a troca de equipamentos e o soundcheck, o recinto já se encontrava bem composto para receber os Mnemic, que haviam estado em Lisboa na noite anterior. Sem qualquer cerimónia, a banda subiu ao palco e deu início ao espectáculo com "Liquid". Seguiram-se "Diesel Uterus" e "In the Nothingness Black" até Guillaume Bideau introduzir finalmente a única canção do novo álbum no alinhamento, "Transcend". Por esta altura, o som já se encontrava equilibrado e o público parecia estar a adorar o que estava a ver e a boa disposição dos franco-dinamarqueses, ignorando os pregos valentes de Guillaume nas partes limpas e a descontracção exagerada do novo guitarrista, mais preocupado em piscar o olho às miúdas e arranjar o cabelo do que tocar o seu instrumento. O resto do alinhamento não trouxe grandes surpresas, recaindo nos temas mais emblemáticos de cada disco, sendo "Door 2.12", "Meaningless" ou "Ghost" alguns dos exemplos. "Deathbox" deu por terminada uma actuação de apenas 55 minutos e sem direito a encore. No fim, todos pareciam satisfeitos com o que tinham visto, mas se o preço do bilhete tivesse sido outro, talvez o desfecho não tivesse sido o mesmo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mnemic: Sons of the System

Mnemic - Sons of the System
Edição europeia da Nuclear Blast em digipak (27361 23010)

Há bandas às quais se profetiza um futuro risonho quando surgem, mas que, por algum motivo, acabam por nunca conseguir estar à altura das expectativas. Os dinamarqueses Mnemic são um desses casos. Quando editaram a estreia "Mechanical Spin Phenomena", a Nuclear Blast promoveu-os como uma inovação e uma grande esperança para o Metal moderno. No entanto, a saída do talentoso vocalista Michael Bøgdalle, em 2005, e o relativo fracasso de "Passenger", em 2007, deram origem a um período menos positivo para o colectivo.

Em "Sons of the System", os dinamarqueses parecem ter dado um passo atrás para dar dois em frente. Não só regressaram à sonoridade explorada nos dois primeiros discos, deixando de parte as influências Metalcore de "Passenger", como também voltaram a trabalhar com o produtor Tue Madsen. Além disso, Guillaume Bideau, que ocupa o lugar de Michael Bøgdalle, revela uma grande evolução neste trabalho. Contudo, continuam a faltar temas verdadeiramente memoráveis, como "Liquid" ou "Door 2.12", e a duração total deste disco também parece um pouco excessiva. Veremos o que os Mnemic nos reservam com o próximo trabalho, "Mnemesis", que será lançado a 8 de Junho.

Embalagem 
Um digipak de três painéis bastante agradável e acompanhado por um livrete no interior. Nele, é possível encontrar as letras de todos os temas (excepto de "Dreamjunkie", que é um bónus), os agradecimentos de todos membros, as informações relativas à gravação de "Sons of the System" e, no centro, uma fotografia de banda.


 


Conteúdo 
Um aspecto negativo de que me apercebi imediatamente quando ouvi esta edição foi o corte abrupto no fim de "Mnightmare". Depois de pesquisar sobre o problema, descobri que na edição americana o tema tem mais 20 segundos do que na europeia. Um problema de prensagem, provavelmente? Como bónus, esta edição traz "Dreamjunkie" e um remix de "Orbiting". A primeira segue a mesma linha que as onze canções originais do álbum e a segunda é uma versão electrónica pouco inspirada de "Orbiting" e que deverá agradar a poucos.

Tracklist
01. Sons of the System (5:35)
02. Diesel Uterus (4:31)
03. Mnightmare (4:34)*
04. The Erasing (4:07)
05. Climbing Towards the Stars (4:41)
06. March of the Tripods (6:53)
07. Fate (3:35)
08. Hero(in) (5:15)
09. Elongated Sporadic Bursts (3:51)
10. Within (4:45)
11. Orbiting (4:42)
-Bónus-
12. Dreamjunkie (4:22)
13. Orbiting (LÆTHERSTRIP Remix) (4:48)

*A duração deste tema na versão americana é de 4 minutos e 55 segundos.

Conclusão 
Apesar de simples, esta edição está muito bem conseguida em termos visuais. Já a nível de conteúdos deixa a desejar. Primeiro, porque os bónus são poucos e não muito interessantes e, segundo, porque aquele corte em "Mnightmare" deixa um sabor amargo na boca. Por isso, talvez não seja mal pensado investir mais algum dinheiro na edição americana.