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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Destruction: Spiritual Genocide

Destruction
"Spiritual Genocide"
Nuclear Blast
8/10

A comemorar 30 anos de carreira, os Destruction assinalam o feito com um novo lançamento. “Spiritual Genocide” é o 13º álbum do grupo e, apesar de começar a todo gás ao som da poderosa “Cyanide”, cedo mostra indícios de ser um trabalho menos pesado e rápido do que os seus mais recentes antecessores. A produção, que ficou a cargo de Andy Classen, também revela diferenças, soando menos cheia e pesada, mas, em contrapartida, mais oldschool. Ainda que existam alguns temas bem agressivos e velozes, como é o caso de “No Signs of Repeatance” ou “Under Violent Sledge”, são o groove e os ritmos mais lentos que predominam. Contudo, não se preocupem, porque Schmier e companhia sabem como manter o ouvinte interessado. Basta ouvir “To Dust We Will Decay” ou a faixa-título, por exemplo. “Legacy of the Past” é outra canção que se destaca ao longo do disco, graças à sua unicidade. Trata-se de uma espécie de retrospetiva do surgimento do Thrash Metal teutónico que conta com a participação vocal de Tom Angelripper (Sodom) e Gerre (Tankard). Em resumo, um disco equilibrado e cativante que comprova que os Destruction, após estes anos todos, ainda têm trunfos na manga.

Crítica originalmente publicada na Infektion Magazine nº19.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mnemic: Sons of the System

Mnemic - Sons of the System
Edição europeia da Nuclear Blast em digipak (27361 23010)

Há bandas às quais se profetiza um futuro risonho quando surgem, mas que, por algum motivo, acabam por nunca conseguir estar à altura das expectativas. Os dinamarqueses Mnemic são um desses casos. Quando editaram a estreia "Mechanical Spin Phenomena", a Nuclear Blast promoveu-os como uma inovação e uma grande esperança para o Metal moderno. No entanto, a saída do talentoso vocalista Michael Bøgdalle, em 2005, e o relativo fracasso de "Passenger", em 2007, deram origem a um período menos positivo para o colectivo.

Em "Sons of the System", os dinamarqueses parecem ter dado um passo atrás para dar dois em frente. Não só regressaram à sonoridade explorada nos dois primeiros discos, deixando de parte as influências Metalcore de "Passenger", como também voltaram a trabalhar com o produtor Tue Madsen. Além disso, Guillaume Bideau, que ocupa o lugar de Michael Bøgdalle, revela uma grande evolução neste trabalho. Contudo, continuam a faltar temas verdadeiramente memoráveis, como "Liquid" ou "Door 2.12", e a duração total deste disco também parece um pouco excessiva. Veremos o que os Mnemic nos reservam com o próximo trabalho, "Mnemesis", que será lançado a 8 de Junho.

Embalagem 
Um digipak de três painéis bastante agradável e acompanhado por um livrete no interior. Nele, é possível encontrar as letras de todos os temas (excepto de "Dreamjunkie", que é um bónus), os agradecimentos de todos membros, as informações relativas à gravação de "Sons of the System" e, no centro, uma fotografia de banda.


 


Conteúdo 
Um aspecto negativo de que me apercebi imediatamente quando ouvi esta edição foi o corte abrupto no fim de "Mnightmare". Depois de pesquisar sobre o problema, descobri que na edição americana o tema tem mais 20 segundos do que na europeia. Um problema de prensagem, provavelmente? Como bónus, esta edição traz "Dreamjunkie" e um remix de "Orbiting". A primeira segue a mesma linha que as onze canções originais do álbum e a segunda é uma versão electrónica pouco inspirada de "Orbiting" e que deverá agradar a poucos.

Tracklist
01. Sons of the System (5:35)
02. Diesel Uterus (4:31)
03. Mnightmare (4:34)*
04. The Erasing (4:07)
05. Climbing Towards the Stars (4:41)
06. March of the Tripods (6:53)
07. Fate (3:35)
08. Hero(in) (5:15)
09. Elongated Sporadic Bursts (3:51)
10. Within (4:45)
11. Orbiting (4:42)
-Bónus-
12. Dreamjunkie (4:22)
13. Orbiting (LÆTHERSTRIP Remix) (4:48)

*A duração deste tema na versão americana é de 4 minutos e 55 segundos.

Conclusão 
Apesar de simples, esta edição está muito bem conseguida em termos visuais. Já a nível de conteúdos deixa a desejar. Primeiro, porque os bónus são poucos e não muito interessantes e, segundo, porque aquele corte em "Mnightmare" deixa um sabor amargo na boca. Por isso, talvez não seja mal pensado investir mais algum dinheiro na edição americana.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

The Kovenant: Nexus Polaris

The Kovenant - Nexus Polaris
Reedição de 2000 da Nuclear Blast (27361 63012)

Para aqueles que não conhecem, os The Kovenant (conhecidos simplesmente como Covenant até 1999) são um projecto de Blackheart e Nagash, que já tocou com Dimmu Borgir.

“Nexus Polaris” é o segundo longa-duração da banda e apresenta várias mudanças quando comparado ao disco de estreia, “In Times Before the Light”. Primeiro, porque foi gravado com uma formação completa que conta com convidados de luxo, como Hellhammer, Astennu, Sverd e Sarah Jezebel Deva. Depois, porque a banda decidiu colocar a agressividade um pouco de lado e apostar numa sonoridade mais complexa que mescla Black Metal Sinfónico com uma atmosfera cósmica e o experimentalismo e teatralidade de trabalhos como “La Masquerade Infernale”, dos Arcturus, resultando numa proposta original e única no panorama metálico.

Embalagem
Uma jewelcase com insert frontal e traseiro sem inlay. O livrete traz as letras das canções, fotos dos membros da banda, agradecimentos e as informações relativas à gravação do álbum. Um pormenor interessante na capa desta reedição é a mudança do logo de Covenant para The Kovenant, depois de a banda ter perdido os direitos do seu primeiro nome.


Conteúdo
Além de oferecer as oito canções originais sem qualquer remistura ou remasterização, esta reedição traz como bónus duas misturas de “New World Order” assinadas por Mat Sinner. Devo dizer que esta escolha me deixou um pouco confuso, visto que o tema em questão não faz parte de “Nexus Polaris”, mas sim do disco seguinte da banda, “Animatronic”. Não teria sido mais lógico colocar antes estes extras numa reedição qualquer desse álbum?

Tracklist
01. The Sulphur Feast (4:09)
02. Bizarre Cosmic Industries (5:52)
03. Planetarium (4:01)
04. The Last of Dragons (6:28)
05. Bringer of the Sixth Sun (6:31)
06. Dragonheart (4:51)
07. Planetary Black Elements (5:48)
08. Chariots of Thunder (5:48)
-Bónus-
09. New World Order - Clubmix (4:25)
10. New World Order - Metalmix (3:52)