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sábado, 14 de abril de 2012

Göatfukk: Procession of Forked Tongues

Göatfukk - Procession of Forked Tongues
War Arts Productions/Luci Dist. Productions (WAR012, LDP021)

Depois de sucessivos atrasos no lançamento de "Procession of Forked Tongues", o EP de estreia dos Goätfukk foi finalmente editado através de uma parceria da Luci Dist. Productions com a War Arts Productions, já se encontrando disponível desde o dia 23 de Março. Desde o ano passado que a banda lisboeta havia deixado boa impressão no underground nacional, especialmente devido às contagiantes apresentações ao vivo, por isso esta é uma excelente notícia para aqueles que ansiavam a oportunidade de ouvir o que o quarteto é capaz de fazer em estúdio.

Embalagem 
Uma jewelcase com insert frontal e traseiro e com inlay. Vem com um livrete de 8 páginas onde se podem encontrar todas as informações sobre a gravação deste trabalho e as letras de todas as canções, excepto de "Enter the Gates", visto que se trata de uma cover dos suecos Wolfpack (actualmente conhecidos como Wolfbrigade). O artwork ficou a cargo da Kontamination Design, embora Daniel Valencia (que tem trabalhado com os Blut aus Nord recentemente) tenha sido a primeira escolha da banda. Apesar de inicialmente ter ficado desiludido com o aspecto visual escolhido para "Procession of Forked Tongues", devo admitir que ao vivo ele ganha outra beleza e que se revelou uma surpresa muito agradável.


Contéudo 
Este EP é composto por sete faixas (seis originais e a cover de Wolfpack) que possuem o mesmo esqueleto musical, ou seja, Black Metal com influências Punk e D-Beat. No entanto, os Göatfukk sabem manter as coisas interessantes para o ouvinte e, em certos momentos, enveredam por domínios decadentistas que lembram uns Mayhem ou Corpus Christii. O maior exemplo disso é a segunda metade de "We Are the Spear". A qualidade da produção também merece destaque. Apesar de ser bastante nítida, consegue preservar o peso e sujidade característicos deste tipo de sonoridade.

Tracklist
01. Black Candles Burn (3:40)
02. XIV Crosses (2:47)
03. Your God That Never Was (3:16)
04. Drunk, Slut, 666 (2:30)
05. Nocturnal Guidance (2:46)
06. We Are the Spear (4:22)

07. Enter the Gates (Wolfpack Cover) (2:37)

Conclusão
Valeu a pena a espera! "Procession of Forked Tongues" não defraudou as expectativas e será, com certeza, escolhido como o melhor lançamento nacional de 2012 por muitos apreciadores das sonoridades mais obscuras. Se ficaram interessados no que leram, aconselho-vos a dar uma oportunidade a este trabalho rapidamente e, caso gostem, comprem-no. O preço é de 7€ + portes e basta entrar em contacto com os próprios Göatfukk para adquiri-lo. Aproveitem enquanto há exemplares...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Balanço 2011: Concertos

O ano passado ficará na história do Metal nacional graças à grande quantidade de concertos realizados. No meio de tantas estreias e regressos a terras lusas, aqui ficam as actuações que mais me agradaram e desiludiram:

Os Melhores
Manowar
(Campo Pequeno, 2 de Abril)

Foi com grande surpresa e felicidade que recebi a notícia do regresso dos Manowar a Portugal após quase 12 anos de ausência. Sendo uma das minhas bandas favoritas desde a infância, sabia que tinha de marcar presença neste evento, mesmo com o preço alto do bilhete e a deslocação a Lisboa. É verdade que o concerto não foi perfeito e que o alinhamento podia ter sido melhor, mas ver Eric Adams, Karl Logan, Joey Demaio e Donnie Hamzik à minha frente a tocar “Battle Hymns” na íntegra e ainda canções como “Sign of the Hammer” ou “Fighting the World” foi espectacular, já para não falar do grande ambiente que se viveu no Campo Pequeno naquela noite.

Alchemist
(SWR XIV, 29 de Abril)
Não sabia quase nada sobre este grupo português até esta actuação e fiquei completamente rendido. Black Metal sem compromissos injectado com alguns elementos punk/thrash. Uma bela surpresa e, para mim, a maior revelação nacional de 2011! 
Satanic Warmaster
(SWR XIV, 1 de Maio)
Foram a última banda “grande” a actuar na 14ª edição do SWR e não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Performance de qualidade que cativou o público do início ao fim. A fechar, uma cover de “Fighting the World” em homenagem ao ex-Manowar Scott Columbus, que falecera no início do mês.

Inquisition
(Hard Club, 31 de Julho)
Durante o Verão de 2011, andei completamente colado na discografia deste duo e depois de ter ouvido tantos elogios sobre as suas actuações, estava com expectativas altíssimas. Só posso dizer que este foi, provavelmente, o concerto mais intenso a que tive o prazer de assistir. Nem mesmo os problemas de som conseguiram beliscar o poder hipnótico das guitarras de Dagon e a brutalidade com que Incubus castigava a sua bateria.
[Inquisition - Baptized in Black Goat Blood/Those of the Night @ Hard Club]*

Morbid Angel
(Vagos Open Air, 6 de Agosto)
Depois da desilusão que foi o último álbum, “Illud Divinum Insanus”, estava um pouco receoso em relação ao alinhamento. No entanto, os Morbid Angel presentearam o seu público com mais de 20 canções onde, para além de alguns novos temas, não faltaram clássicos como “God of Emptiness”, “Immortal Rites” ou “Chapel of Ghouls”. Só faltou mesmo o Pete Sandoval na bateria, embora o Tim Yeung tenha dado conta do recado.
[Morbid Angel - Rapture @ Vagos Open Air]*

As Desilusões

Mayhem
(Hard Club, 23 de Abril)
Finalmente estrearam-se em Portugal, depois de alguns cancelamentos. As expectativas eram altas e acabei por sair desiludido do Hard Club. Em primeiro lugar, o som das guitarras estava um pouco baixo e a bateria de Hellhammer ofuscava tudo nas partes com blastbeats. Em segundo lugar, à excepção de Attila, que é um verdadeiro monstro de palco, os Mayhem pouca presença têm. Por fim, a versão encurtada de “Pure Fucking Armageddon” também deixou a desejar… 
[Mayhem - Illuminate Eliminate @ Hard Club]*

Venom
(SWR XIV, 30 de Abril)
Poder dizer que já vi esta lenda ao vivo é algo que me deixa orgulhoso, mas a actuação podia ter sido muito melhor. O som esteve abaixo do aceitável (algo que ocorreu várias vezes na 14ª edição do SWR), o que destruiu logo a entrada com "Black Metal". Cronos e companhia estiveram bem, mas o alinhamento podia ter reunido mais alguns clássicos.
Opeth
(Vagos Open Air, 5 de Agosto)
Sair de Vagos a pensar que tinha gostado mais das piadas de Mikael Akerfeldt do que da música propriamente dita é um pouco chato. A banda esteve bem, mas o alinhamento foi demasiado leve para meu gosto e senti saudades de canções dos 3 primeiros álbuns.
[Opeth - Face of Melinda @ Vagos Open Air]*

E termina assim a lista. Infelizmente não pude assistir a todos os concertos que desejava, mas ao menos tive a oportunidade de ver muitas das minhas bandas favoritas ao vivo. Este ano há mais! A festa continua...

* Nenhum dos vídeos postados é da minha autoria.