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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ao vivo: Paradise Lost, Soen

Paradise Lost, Soen
Sala 1, Hard Club - 04/10/2012 

Os Paradise Lost regressaram a Portugal com data dupla, assinalando assim o início de mais uma digressão pela Europa em promoção do seu 13º álbum, "Tragic Idol". Depois de terem estado em Lisboa no dia 3 de Outubro, os britânicos passaram também pelo Porto no dia seguinte. A acompanhá-los como banda de abertura em ambas as datas estiveram os Soen, que se estrearam no nosso país.

Devido a problemas técnicos, as portas da Sala 1 do Hard Club só abriram às 21h30 e quando os Soen começaram a atuar, ainda uma longa fila esperava para entrar no recinto. Em palco, os suecos apresentaram algumas surpresas a nível de formação, com um baixista substituto a ocupar o lugar de Steve DiGiorgio e um quinto elemento responsável pelos teclados e pela percussão e vozes adicionais. “Fraktal” e “Fraccions” deram o mote a uma prestação seguríssima que pouco demorou a cativar o público. À medida que se iam ouvindo outras canções, como “Delema”, “Oscillation” ou a suave “Last Light”, tanto Joel Ekelöf como Martin Lopez iam assumindo uma posição de destaque, o primeiro pela envolvência com que cantava e o segundo pela complexidade e poder que imprimia na forma como tocava a sua bateria. Já a encerrar um concerto muito aplaudido, “Savia” sublinhou que há neste projeto uma identidade própria mais vincada do que se pensa.



Após meia hora de preparações e já com a sala praticamente cheia, as luzes apagaram-se finalmente e, ao som de “Desolate”, os Paradise Lost foram subindo um a um para o palco sob uma chuva de aplausos e assobios vindos da plateia. Foi ao som da clássica “Widow” que o espetáculo começou, com Nick Holmes a puxar pelo público desde o primeiro instante e a receber uma resposta efusiva. Seguiram-se “Honesty in Death e “Erased”, que corroboraram a excelente entrada do coletivo britânico. Depois, foi altura para um dos momentos mais especiais da noite. As luzes apagaram-se por breves segundos e ouviram-se os teclados iniciais de “Enchantment”, uma surpresa para aqueles que esperavam um alinhamento semelhante ao da noite anterior em Lisboa. Mais uma vez, os presentes mostraram um apoio incondicional à banda, cantando e marcando o ritmo com palmas e heys. Ainda durante a interpretação deste tema, o vocalista recebeu uma ovação depois de ter oferecido duas palhetas a um fã que exibia um cartaz na fila da frente e lhe ter dito que eram “10€, por favor”. Apesar de se ter mostrado sempre bem-disposto e comunicativo, Nick teve dificuldades em imprimir a intensidade necessária nas suas vocalizações, que revelaram algumas debilidades e se afundaram aos poucos no poder dos instrumentos dos outros membros à medida que o concerto decorria. Entretanto, foram-se ouvindo outras canções de um alinhamento eclético q.b. que englobou clássicos como “Pity the Sadness” ou “As I Die”, temas da fase eletrónica (neste caso, “Soul Courageous” e “One Second”) e faixas mais recentes, sendo elas “Praise Lamented Shade” ou “The Enemy”, sem esquecer, claro, novidades como “In This We Dwell” e “Tragic Idol”. Já em regime de encore, foram interpretadas a icónica “Embers Fire”, “Fear of Impending Hell”, “Faith Divides Us – Death Unites Us” e, em despedida, “Say Just Words” que pela última vez naquela noite encheu o recinto de fortes aplausos. É certo que faltaram mais alguns clássicos, mas foram quase 90 minutos de música ao vivo muito bem passados.


Fotografias gentilmente cedidas por Antonio Aguirre (Craneo Metal)

Reportagem originalmente publicada na Infektion Magazine nº18

domingo, 4 de março de 2012

Paradise Lost: Lost Paradise

Paradise Lost - Lost Paradise
Reedição de 2010 pela Peaceville Records (CDVILED 17)

Se leram a publicação anterior, devem lembrar-se de eu ter mencionado "Lost Paradise", o disco de estreia dos Paradise Lost, como uma peça importante para o nascimento do Doom/Death Metal. Pois bem, é dele que vou falar hoje, ou melhor, da sua reedição lançada em 2010 pela Peaceville Records.

Musicalmente,  é um trabalho que se destaca da restante discografia da banda por ser o mais pesado, sujo e mórbido. Basta escutar a primeira canção a sério, "Deadly Inner Sense", para reparar na voz gutural intensa de Nick Holmes ou estranhar a ausência das melodias de guitarra de Gregor Mackintosh, muito mais presentes nos álbuns seguintes. Embora os Paradise Lost considerem "Lost Paradise" uma brincadeira de estúdio e já não toquem qualquer tema dele ao vivo, aconselho-vos a dar-lhe uma oportunidade se gostarem de Doom/Death Metal mais obscuro.  

Embalagem 
Uma super jewelbox com livrete, contracapa e inlay (preto e liso). No livrete encontram-se duas fotos da formação da altura, as letras das nove canções que originalmente fazem parte de "Lost Paradise" e informações relativas à sua gravação.


Conteúdo
Para além das nove canções originais com som remasterizado, esta edição traz ainda mais três como bónus. Uma delas é uma interpretação ao vivo de "Eternal" que eu presumo que tenha sido gravada por volta de 1991. Como seria de prever, a qualidade da gravação não é boa, mas é suficientemente perceptível. As faixas restantes são duas misturas dos temas "Gothic" e "The Painless".

Tracklist
01. Intro (2:42)
02. Deadly Inner Sense (4:37)
03. Paradise Lost (5:29)
04. Our Saviour (5:08)
05. Rotting Misery (5:16)
06. Frozen Illusion (5:21)
07. Breeding Fear (4:14)
08. Lost Paradise (2:08)
09. Internal Torment II (5:53)
-Bónus-
10. Eternal (ao vivo) (3:56)
11. Gothic (Mix) (4:41)
12. The Painless (Mix) (3:57)

Conclusão
Quando olhei para esta reedição, fiquei logo com uma ideia clara do que iria encontrar, por isso não houve qualquer surpresa. Tudo depende dos gostos de cada um. Se estiverem interessados em ter o "Lost Paradise" na vossa colecção e virem esta edição numa loja qualquer, analisem até que ponto os conteúdos e o tipo de embalagem vos agrada. Se decidirem comprá-la, não ficarão desiludidos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Paradise Lost: Draconian Times

Paradise Lost - Draconian Times (Legacy Edition)
Reedição de 2010 da Sony BMG em Livro A5 com CD/DVD (88697856952)

Os Paradise Lost são um nome incontornável quando se fala do Metal britânico dos anos 90. Graças a discos como "Lost Paradise" e "Gothic", foram um dos responsáveis pelo surgimento do Doom/Death Metal e estiveram também ligados ao nascimento do Gothic Metal. É nesta segunda fase da carreira da banda que aparece "Draconian Times".

Originalmente lançado em 1995, deu seguimento à sonoridade do álbum anterior "Icon", mas seguindo um caminho ainda mais acessível, onde sobressaem o excelente trabalho de guitarra de Gregor Mackintosh e a voz poderosa de Nick Holmes, mais virada para o Rock e não tão obscura. Com o passar dos anos, "Draconian Times" transformou-se num disco emblemático na carreira dos Paradise Lost e um clássico do Metal em geral, razões pelas quais a Sony decidiu reeditá-lo em formato Legacy Edition.

Embalagem
Um belo livro A5 de capa dura com 36 páginas (mais 20 do que na edição em jewelcase) em papel grosso. Nelas, encontram-se artwork inédito, comentários dos membros da banda sobre a gravação, composição e outros aspectos relacionados com "Draconian Times", para além das letras das canções, agradecimentos e fotografias. Contudo, nem tudo é perfeito nesta edição. O lugar destinado para o CD e o DVD é péssimo e apenas contribui para a deterioração dos mesmos. Consiste em duas aberturas circulares individuais na parte interior da capa e contracapa, tão apertadas que os discos pareciam colados ao papel na primeira vez que os tirei (vejam as fotos). De forma a evitar danos futuros, guardei-os em jewelcases separadas.





Conteúdo
Esta Legacy Edition traz consigo alguns extras. Além das doze canções originais de "Draconian Times" remasterizadas, o CD traz mais sete canções inéditas. Duas delas são as versões demo de "Enchantment" e "Last Desire", recaindo o interesse para a última por ser um tema nunca antes ouvido que agradará aos fãs de "Icon". As restantes cinco canções são interpretações ao vivo gravadas na Alemanha em 1995 durante a digressão europeia de promoção a "Draconian Times". A prestação da banda é bastante boa e, embora Nick Holmes não soe tão forte e consistente ao vivo, o vocalista compensa com a sua energia. O som também está bastante aceitável, sendo possível ouvir com clareza o que se passa em palco, apesar de por vezes existir algum feedback.


No DVD, encontram-se as doze canções originais em sistema de som 5.1, o videoclip de "The Last Time" e "Forever Failure" e um vídeo ao vivo dos Paradise Lost a interpretar "Hallowed Land" na edição de 1995 do Dynamo Open Air.

Tracklist
CD
01. Enchantment (6:04)    
02. Hallowed Land (5:03)    
03. The Last Time (3:27)    
04. Forever Failure (4:18)    
05. Once Solemn (3:04)    
06. Shadowkings (4:42)    
07. Elusive Cure (3:21)    
08. Yearn For Change (4:19)    
09. Shades Of God (3:55)    
10. Hands Of Reason (3:58)    
11. I See Your Face (3:17)    
12. Jaded (3:29)

-Bónus-
13. Enchantment (Demo 1994) (5:03)    
14. Last Desire (Demo 1994) (3:10)    
15. Forever Failure (Live In Germany 1995) (4:21)    
16. Shadow Kings (Live In Germany 1995) (4:49)    
17. Once Solemn (Live In Germany 1995) (3:05)    
18. Hallowed Land (Live In Germany 1995) (5:11)    
19. The Last Time (Live In Germany 1995) (3:41)

DVD

+ 12 faixas originais do álbum em sistema de som 5.1
+ The Last Time (videoclip)
+ Forever Failure (videoclip)
+ Hallowed Land (ao vivo no Dynamo Open Festival de 1995)

Conclusão

Embora o local reservado para o CD e o DVD deixe bastante a desejar, vale a pena optar por esta versão da Legacy Edition,  porque tem mais páginas que a versão em jewelcase e é lindíssima. Se gostarem do "Draconian Times" e estiverem a pensar em comprá-lo, recomendo-vos esta edição, visto que contém material interessante e tem um preço acessível (arranjei a minha nova e embalada a 12€).